sobre o blogue

estudos da Sociedade Brasileira de Computação apontam que a quantidade de mulheres que ingressam na área tem reduzido com o passar dos anos. segundo Claudia Bauzer Medeiros, presidente da SBC, há 20 anos elas chegaram a ocupar quase metade das vagas nos cursos de graduação em computação, porém, desde 1992, o número de candidatas tem caído. segundo o MEC, em 2004, das 13.606 graduandas, apenas 3.049 concluíram os estudos. [1]

“claro, as mulheres não são tão boas em lógica quanto os homens!”

será? ou a sua visão sobre feminilidade (a maneira de ser e pensar própria da mulher) é bem específica, e, por isso, as meninas/mulheres:

1. são voltadas para o ambiente privado – o lar, a maternidade -, enquanto os homens, para o público – provedores de bens e finanças;

2. devem se comportar somente de um determinado modo – como brincar de casinha, nunca de carrinho;

3. não podem ter “profissões de homem”, como motorista ou técnica de informática, mas devem ser professoras – da área de humanas, claro -, pedagogas…

ser homem ou mulher não se refere apenas à questão natural, biológica, mas, principalmente, a do vir a ser, através das experiências e histórias pessoais.

“e daí?”

daí que toda essa bagagem cultural, por exercer forte influência na criação de meninas e meninos, acaba direcionando a escolha profissional, o que ajuda a explicar essa ‘segregação técnica’ entre homens e mulheres.

outro ponto decisivo para esta predominância masculina é a falta de confiança das mulheres em si mesmas, motivada pelas seguintes razões: ausência de representantes do sexo feminino no campo da informática, para servirem de incentivo, e a cobrança, que costuma ser mais intensa do que para homens iniciantes.

para contestar estas questões, as mulheres estão unindo forças para tomar o poder que lhes cabe no universo da informática. elas querem re:tomar a tecnologia! como dizem as meninas do genderchangers: “estamos interessadas em coisas techs e gostamos de brincar com elas. sabemos que existem outras mulheres que também estão interessadas. existem poucas oportunidades para nos juntarmos e ainda menos espaços seguros para aprendermos. queremos mudar isso! queremos que as mulheres se tornem confiantes o suficiente para “hackear” de sua própria forma a dominação masculina e ocidental das tecnologias digitais.”

eis a grande bandeira do que se chama ciberfeminismo, uma reação cibernética com o intuito de desconstruir o imaginário patriarcal e re:tomar o acesso à tecnologia para que esta seja uma ferramenta na luta pela igualdade de gênero.

e esse assunto vai ser beeem recorrente por essas bandas. ;)

é isso, inté!

[1] http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?id=6583

ps. amanhã posto uns linques bastante interessantes sobre isso.

Anúncios

como não ter dor de cabeça com o locale no Ubuntu 8.04 Hardy Heron

ontem passei o dia conectada no irc, conversando com os bandidos do #linuxers. lá pelas tantas crudo disse que minha acentuação saía toda bagunçada, cheia de símbolos do mal. ele aconselhou que eu modificasse a codificação de caracteres, que estava em UTF-8, para uma que inclui caracteres acentuados, a ISO 8859.

dei uma googleada e achei de primeira um tutorial interessante, bem fácil de seguir. o problema é que não funcionou do jeito esperado na minha máquina: tudo ficou em inglês (tudo mesmo, até o BrOffice!) e eu, claro, me desesperei a ponto de ficar com dor de cabeça. mããããs graças ao socorro do crudo, do Knoppix_Debian e do Sidney_ tudo voltou ao normal e eu pude dormir sossegada, sabendo que minha gambiarra (a máquina) estava fora de perigo.

então vamos lá, mão na massa!

Começando pelo começo…

a primeira coisa a fazer é abrir o terminal e logar como root:

fulaninho@maquina: su
senha:

feito isso, use o nano para editar /etc/enviroment com as seguintes linhas:

LANG=”pt_BR”
LANGUAGE=”pt_BR:pt:pt_BR.iso8859-1″

edite também o /etc/default/locale:

LANG=”pt_BR”
LANGUAGE=”pt_BR:pt:pt_BR.iso8859-1″

agora execute:

echo “pt_BR pt_BR.ISO-8859-1” >> /etc/locale.alias

esse arquivo grava os aliases para os locales, isso é pra facilitar as configurações.

dentro do diretório /var/lib/locales/supported.d encontramos três arquivos: “pt”, “en” e “local”. em nosso caso, é aconselhável apagar o “en”. e somente ele! se você apagar o “pt”, provavelmente seu sistema vai ficar todo em inglês e você vai ter dor de cabeça pra voltar ao que era. :P

deixe seu “local” igualzinho ao que está aí embaixo:

pt_BR.ISO-8859-1 ISO-8859-1

pronto, agora é só reconfigurar!

# localdef pt_BR -i pt_BR -f ISO-8859-1
# localdef pt_BR.ISO-8859-1 -i pt_BR -f ISO-8859-1
# localdef pt_BR.ISO8859-1 -i pt_BR -f ISO-8859-1
# dpkg-reconfigure locales
# locale-gen –purge
# locale-gen

Noves fora

reinicie o sistema e verifique a nova codificação através do comando locale. o sistema deve retornar da seguinte maneira:

root@maquina:~# locale
LANG=pt_BR
LANGUAGE=pt_BR:pt:pt_BR.iso8859-1
LC_CTYPE=”pt_BR”
LC_NUMERIC=”pt_BR”
LC_TIME=”pt_BR”
LC_COLLATE=”pt_BR”
LC_MONETARY=”pt_BR”
LC_MESSAGES=”pt_BR”
LC_PAPER=”pt_BR”
LC_NAME=“pt_BR”
LC_ADDRESS=“pt_BR”
LC_TELEPHONE=“pt_BR”
LC_MEASUREMENT=“pt_BR”
LC_IDENTIFICATION=“pt_BR”
LC_ALL=

agora sim, a codificação usada é a ISO 8859-1! (tomara, hehe)

é isso, pessoas. :)

inté.