download da norma técnica “atenção humanizada ao abortamento”

a norma técnica Atenção Humanizada ao Abortamento, produzida pelo Ministério da Saúde, em 2005, é um guia para apoiar gestores/profissionais de saúde e introduzir novas abordagens no acolhimento e na atenção para com as mulheres em processo de abortamento (espontâneo ou induzido), buscando, assim, assegurar a saúde e a vida.

este material é um instrumento de ação para produzir resultados práticos que reflitam respeito à cidadania feminina e expressem os cumprimentos das Resoluções da Cúpula do Milênio das Nações Unidas (Nova Iorque, 2000), que definiu como uma de suas metas a redução dos níveis de mortalidade materna em 75%, até o ano 2015, em relação aos índices da década de 1990.

para baixar o arquivo, clicaqui.

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12 comentários sobre “download da norma técnica “atenção humanizada ao abortamento”

  1. Quando penso que o feto é um composto de 23 cromossomos masculinos e 23 femininos, não me vem a cabeça a normalidade de se achar que este é um “direito da mulher”. Óbvio que não, não houvesse uma terceira pessoa, seria um direito do casal. Sim. A mulher carrega por 9 meses, mas o homem é obrigado a pagar pensão por 18 anos! E aí dele senão o fizer.

    Obviamente em casos de estupro e risco de vida materno, a lógica é outra, mas a legalização do aborto, como querem as feministas, acabará transformando o Brasil numa China, onde os fetos, principalmente do sexo feminino, não têm nenhum valor.

  2. oi, bruno!
    obrigada por comentar. :)

    concordo que o direito seja do casal, mas e quando o companheiro abandona a mulher porque não deseja a gravidez? a decisão deixa de ser do casal e passa a ser exclusivamente dela, não é?
    não considero a questão financeira (a pensão) como um argumento válido por dois motivos: primeiro porque isso foge do contexto principal, segundo porque muitas vezes essa lógica é invertida: os pais assumem as crianças.

    você é contra o aborto?
    conhece alguém que já realizou um?
    acha que essa pessoa deve ser presa?
    (questionamentos do site vai pensando aí!)

    qual problema você vê na argumentação feminista? não entendi a relação do feminismo com o ‘menosprezo’ pelo sexo feminino. pra falar a verdade, acho contraditória sua fala.

    não sei se você leu o material, se o fez, espero que tenha aproveitado bastante. :)

  3. Como deixei claro, não concordo com a primeira premissa: O direito ao aborto. A hipótese é que, se concordasse, seria direito do casal. Nos casos em que o companheiro abandona a mulher, e ele tem esse direito assim como ela, não pode abandonar o filho, isso segundo a justiça.

    Na china as mulheres são tratadas como seres inferiores (assim como na maioria dos países islâmicos e na índia), os fetos femininos, são, portanto, os primeiros a virar sopa.

    http://oglobo.globo.com/blogs/gilberto/post.asp?t=a-incrivel-historia-da-sopa-de-feto&cod_Post=127911&a=

  4. algumas respostas…

    a. sim, sou contra.
    b. sim, conheço.
    c. deve ser punida, em aborto tardio (acima de 3 meses), presa, para os outros casos, pena alternativa. Para o homem que forçou a mulher a abortar e para a mulher que tomou a livre iniciativa.

  5. bruno,

    infelizmente, o cotidiano de inúmeras mulheres não condiz com a “justiça”.

    acho que você poderia ler um pouco mais sobre a argumentação feminista antes de misturar as bolas.
    gostaria de ressaltar alguns pontos:
    – o brasil não tem uma política rigorosa de controle de natalidade,
    – aborto não é um tema tão distante das mulheres, afinal, “tomar um chazinho pra menstruação descer” é muito comum entre mulheres, principalmente as negras e índias;
    – o feminismo defende o que se chama de “aborto legal e seguro” para evitar a morte de mulheres que entraram em processo abortivo;
    – caso o aborto seja legalizado, ele não vai ser obrigatório. faz quem quer. o ponto positivo é que mulheres não morrerão por falta de cuidados médicos.

    enfim, a lista é grande!
    recomendo a leitura do site ipas brasil.
    http://www.ipas.org.br/index.html

  6. Cara Célia,

    Alguns pontos:
    ” O brasil não tem uma política de controle de natalidade”

    Discordo. Distribuição de preservativos e píllula anti-concepcional fornecida pelo governo. É preciso apenas ampliar o segundo, porque de camisinha, já faz lama.
    http://aprendiz.uol.com.br/content/cluvegocet.mmp.

    “tomar um chazinho pra menstruação descer”

    Algumas tribos amazonicas também enterram crianças vivas, http://www.vilammo.com/forum/index.php?showtopic=52047. Isso pra mim é relativismo. É a maneira mais fácil de lidar com um problema.

    “o feminismo defende o que se chama de “aborto legal e seguro” para evitar a morte de mulheres que entraram em processo abortivo;”

    O feminismo defende não o aborto em gravidez de risco, ou o aborto em caso de estupros, já previstos na constituição. Mas o aborto até a 12ª semana de gestação, quando o feto já está totalmente formado. O feminismo engagé, do nosso queridinho Obama, vai ainda mais longe: aborto até o nono mês! http://oshomensamulaeopudim.blogspot.com/2008/11/obama-pr-infanticida-e-pr-aborto-tardio.html

    “- caso o aborto seja legalizado, ele não vai ser obrigatório. faz quem quer. o ponto positivo é que mulheres não morrerão por falta de cuidados médicos.”

    E isso eu nem discuto. Acho que nem deveria ser dito, aliás. Senão estaríamos no “Estado Democrático de Stalin”. Você sabe quantas mulheres morrem devido ao aborto praticado no Brasil? As feministas dizem que são centenas de milhares, quando você ler os dados fornecidos pelo ministério da saúde, divulgados forçadamente pelo Sr.Temporão, percebe que não passam de 100, procure no Datasus (http: //www.datasus.gov.br)! Matar milhares de fetos, não pode ser aceitável. Mesmo por quê, o acesso pleno a saúde da mulher diminuiria ainda mais esses números.

    att,
    bruno

  7. bruno,

    – não confunda “política de planejamento familiar” com “política de controle de natalidade”. uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. ;) não me recordo de ter visto alguma propaganda o ministério da saúde impondo aos brasileiros e brasileiras a quantidade de filho que cada um pode ter, como acontece no japão, por exemplo. pelo contrário, são distribuídos preservativos, pílulas do dia seguinte, DIU, cartilhas, a fim de evitar que as mulheres engravidem indesejadamente.

    – até o primeiro mês não existe um bebê, clinicamente falando. o que existe é um produto, formado por células indistintas, que podem servir tanto para formar a unha quanto para formar o coração. isso se chama vida biológica e não vida humana, percebe a diferença? acredito que abortar um feto nesse estágio é bem diferente de enterrar uma criança com 5, 6 anos de idade, não é? se você tentar igualar os dois fatos, estará se importando apenas com o resultado, ignorando o processo.

    – o feminismo defende o aborto nessas circunstâncias sim, só que ele propõe uma discussão sobre a inclusão de outras previsões, como aborto a qualquer momento, no caso de risco de vida da mãe.

    – desde 2005, época em que humberto costa era ministro da saúde, os números de mulheres que morrem em decorrência de aborto só aumentam, contrariando o dado citado. de acordo com o resumo executivo, do ministério da saúde, o aborto é uma das principais causas de mortalidade materna no país. como assim não passam de 100 mortes? “segundo estimativa da OMS, no Brasil, 31% das gestações terminam em abortamento. todos os anos ocorrem, aproximadamente, 1,4 milhão de abortamentos espontâneos e/ou inseguros, com uma taxa de 3,7 abortos para 100 mulheres de 15 a 49 anos. (…) já o abortamento é a quarta causa de óbito materno no país. os dados mais recentes disponíveis de razão de mortalidade materna por causa, de 2001, apontaram 9,4 mortes de mulheres por aborto por 100 mil nascidos vivos.” http://www.cem.rs.gov.br/site/cem_noticias_detalhe.php?id=159

    – nos estados unidos, 20% das mulheres engravidam antes de completar 20 anos. lá, a gravidez na adolescência é um grave problema de saúde pública.

    a mulher não pode ser obrigada ou impedida de ser mãe, ela deve decidir.

  8. Cara Célia,

    Este dado do CEM, não é fonte primária. Não, não existe “produto”. O que é isto, uma empresa? A proposta para aborto não é até um mês, mas até o terceiro. Você cita o CEM. O CEM não é fonte imparcial, porque é parte interessada. Use as estatísticas do Datasus (http://www.scribd.com/doc/2350604/Mortalidade-por-Causa-Brasil-2005-Datasus) Aborto aparece na 88ª colocação por mortes ocorridas no Brasil, portanto muuuito atrás, inclusive, de gripe,(73ª) doença da qual, se morre mais.

    Se ocorrem abortamentos espontâneos ou inseguros, o mais simples é combatê-los e não regulamentar o aborto, o que parece o caminho inverso. Morrem 50,000 assassinados por ano no Brasil, então vamos regulamentar o assassinato?

    A mulher não tem o direito de decidir continuar ou não a gravidez, deve planejar antes! Sexo é risco e responsabilidade. Não é produto dela, ela não é Dragão de Komodo, capaz, através da partenogénese, de produzir um feto sem a presença do espermatozóide. Os direitos são iguais.

    Complementando, com excessão das estatísticas do Datasus, não confio em nada de subjetivo que venha de governos, especialmente os de esquerda, porque estão interessados na descriminalização total do aborto. Não podem, portanto, ser imparciais.

    Estas são as estatísticas que recolhi:Em 2004 morreram 156 mulheres em razão de gravidez que terminou em aborto, dados que poderiam ser reduzidos ainda mais com a melhoria do atendimento materno-infantil. Nada perto dos “Zilhões de milhões”, que os feministas alegam manipulando estatísticas grosseiramente.

    Gostaria de deixar claro que sou a favor dos anti-concepcionais, do aborto em caso de risco de vida, mas a coisa como se quer, não tem nada de humana.

    Acredito que esta discussão saturou. Os pontos de vista são muito extremos, para evitar conflitos, este é meu último cometário.

    att.
    bruno maia

  9. célia, tem um poeminha interessante (acho) sobre aborto, morte de mulheres, bispo medieval (sim, continuo) etc., lá no bloguinho.
    ps. cadê você(s)?
    sinto-me órfão…
    abçs

  10. bruno,

    eu tenho certeza que você entendeu o que eu quis dizer quando me referi ao “produto”, no sentido de “matéria”. sem ironias, certo? vamos manter o nível da conversa (embora também seja meu último comentário).

    rejeita a fonte do CEM? tudo bem, volto com o resumo executivo, do ministério da saúde. (http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/resumo_mar_04_2.pdf)

    se não há vida humana não há assassinato. :)

    “A mulher não tem o direito de decidir continuar ou não a gravidez, deve planejar antes! Sexo é risco e responsabilidade.” pelo menos concordamos nesse ponto, hehe. só que as pessoas não são zeros e uns, que você manda e desmanda, elas obedecem. e outra coisa: a mulher deve planejar antes? quer dizer que apenas ela é responsável pela gravidez e pelo desenvolvimento da criança? quanto machismo numa frase só, bruno.
    acredito que homens e mulheres são responsáveis por isso, em parcelas IGUAIS.

    se você não acredita em governo de esquerda, bom pra você. cá entre nós, não acredito muito em gobiernos em geral. ;)

    uma mulher morrer por falta de cuidados médicos porque realizou aborto acho absurdo. não precisam morrer zilhões de milhões, afinal, o intuito não é defender a vida? por que o direito ao aborto legal e seguro só deve ser discutido se milhões forem à óbito?

    acho que parecemos com padre e ateu, um tentando convencer o outro, mesmo sabendo, lá no fundo, que não vai adiantar.
    de toda forma, gostei do nível da conversa.

    sinta-se à vontade para aparecer aqui mais vezes! inté

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