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não reeleja ninguém!

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Pode mudar a forma ou intensidade, mas a indignação está sempre presente dentro do peito de cada brasileiro. Afinal, aqui os congressistas não sabem o valor do salário mínimo e ainda riem diante da sua própria ignorância, como vimos ontem no CQC. Está cada vez mais difícil aguentar os fanfarrões liderados por Temer e Sarney.

Acredito piamente que esta indignação- cozinhando na panela de pressão já há alguns anos, talvez décadas- uma hora pode sair de forma surpresa.

Uma delas, talvez como sugere o panfletinho eletrônico que circula cada vez com mais intensidade na internet: não reeleja ninguém!

É uma idéia radical. Será que é capaz de dar um sustinho nos caras-de-pau que habitam o oceano de carpetes, mamatas e ar-condicionado do Congresso Nacional? Resta uma dúvida: se não reelegermos ninguém, vamos eleger quem?

Se você concorda em discutir a idéia, espalhe para debate coletivo.

Enviado por Daniela Thomas

Retirado do blogue do Marcelo Tas

Pode mudar a forma ou intensidade, mas a indignação está sempre presente dentro do peito de cada brasileiro. Afinal, aqui os congressistas não sabem o valor do salário mínimo e ainda riem diante da sua própria ignorância, como vimos ontem no CQC. Está cada vez mais difícil aguentar os fanfarrões liderados por Temer e Sarney.

Acredito piamente que esta indignação- cozinhando na panela de pressão já há alguns anos, talvez décadas- uma hora pode sair de forma surpresa.

Uma delas, talvez como sugere o panfletinho eletrônico que circula cada vez com mais intensidade na internet: não reeleja ninguém!

É uma idéia radical. Será que é capaz de dar um sustinho nos caras-de-pau que habitam o oceano de carpetes, mamatas e ar-condicionado do Congresso Nacional? Resta uma dúvida: se não reelegermos ninguém, vamos eleger quem?

Se você concorda em discutir a idéia, espalhe para debate coletivo.

Enviado por Daniela Thomas

Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração de Crianças e Adolescentes

Ontem, dia 18 de maio, foi o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração de Crianças e Adolescentes. Este dia foi instituído por lei federal em 2000 mas virou um marco há mais de 30 anos, em homenagem ao célebre caso de Araceli Crespo. A menina, na época com 9 anos de idade, foi espancada, estuprada e morta por um grupo de rapazes, no ano de 1973, no Espírito Santo. Até hoje ninguém foi preso pelo crime.

Coletar dados a respeito do abuso e da exploração sexual infantil não é tarefa fácil. Poucas denúncias são feitas, e as famílias ainda acreditam que é melhor esconder o abuso das autoridades. O Disque-denúncia de violência, abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes da Secretaria Especial dos Direitos Humanos recebeu, de maio de 2003 a abril deste ano, cerca de 10 mil denúncias. Dessas, 3 mil e 200 eram de abuso sexual, e mil e 700 de exploração sexual.  (fonte do site da Rádio Câmara).

A campanha deste ano focou os abusos praticados contra menores nas rodovias brasileiras e teve Recife a cidade escolhida para abrir a campanha nacional cuja meta é reforçar o Disque 100, número que deve ser usado pela população para denunciar casos de violência sexual contra crianças e adolescentes.

A atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sancionada durante o III Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, no Rio de Janeiro, em 2008, prevê a criminalização da aquisição e o armazenamento de pornografia infantil além de reclusão para quem facilitar ou induzir o acesso de crianças a material pornográfico ou as levarem a se exibir de forma sexualmente explícita. Outras práticas a serem punidas  são: 1. produção, reprodução, direção, fotografia, filmagem e registro de cena de sexo explícito; 2. agenciamento, facilitação, recrutamento ou coação para que crianças e adolescentes passem por esta situação.

O Centro das Mulheres do Cabo fez um spot sobre o assunto. Confiram!

Aqui você pode baixar um guia escolar que ajuda a identificar os sinais de abuso e exploração e aqui, ler oEstatuto da Criança e do Adolescente (ECA) na íntegra.

Visitem:

Brasil Contra a Pedofilia

Diga não à erotização infantil

Como proteger as crianças da pedofilia

Trincheira Tinta – I Encontro de Grafiteiras de Pernambuco

Refletir, debater e incentivar a contribuição da Graffiteira para a ocupação criativa do espaço público. Esse é o objetivo do TRINCHEIRA TINTA!!! – I ENCONTRO PERNAMBUCANO DE GRAFFITEIRAS que será realizado nos dias 23 e 24 de maio, em Recife. O evento, organizado pelas artistas de rua e simpatizantes do graffiti feminino, é voltado para o exercício da criatividade, do intercâmbio solidário e crescimento coletivo das jovens mulheres que elegeram o graffiti como meio de expressão, de ocupação do espaço urbano e, direta ou indiretamente, desconstrução das desigualdades de gênero.

O Encontro será de dois dias, contando com a Feira Trincheira Tinta!!! e o Mutirão de Graffiti. Também será construído durante o encontro um Fanzine com material das graffiteiras e com a síntese do encontro. O primeiro dia, a ser realizado no Instituto Vida, reunirá graffiteiras/ pichadoras/ pintoras de rua e simpatizantes para a conversa, a troca de experiência e a produção criativa. A proposta desse dia é de propiciar um ambiente de afinidades entre os grupos de mulheres presentes para o fortalecimento do trabalho e para a proposição de ações coletivas. Já o segundo dia, acontecerá no Sítio da Trindade na comunidade de Nova Descoberta com a exposição de trabalhos, troca de idéias e para marcar a presença do graffiti feminino na cidade, que contará também com a participação de graffiteiros e de grupos e coletivos que abraçam a causa.

O TRINCHEIRA TINTA conta com o apoio da Secretaria Especial de Juventude e Emprego de Pernambuco e busca fortalecer e dar visibilidade ao graffiti feito por mulheres, bem como articular as graffiteiras pernambucanas com participantes de outros estados, sejam eles graffiteiros ou graffiteiras, para futuras ações coletivas. “Acreditamos que nossas cores e traços são culturais, sociais, políticos, divertidos, criativos, coletivos, rebeldes… transversalmente dialogamos com a ordem e a justiça, com a violência e o machismo, com a criatividade e a geração de renda, formando uma nova imagem da mulher urbana que vê a importância em ocupar espaços que vão dos muros de nossas comunidades até as galerias de artes, mostrando a força da mulher que se expressa através de formas de artes visuais inseridas em nosso cotidiano. Temos em vista que cada graffiteira sairá deste encontro fortalecida e com mais voz e mais atitude em seu trabalho e em sua vida”, ressaltam Elaine Bomfim e Gabi Bruce, duas das organizadoras do evento e graffiteiras.

O que a mulher enfrenta quando pinta na rua? Como ela pode modificar/ interferir/ refletir no espaço público? Como a mulher pode se fortalecer e crescer com esse trabalho? Como pode contribuir para uma cidade mais coletiva e criativa? Quais os interesses (privados) que determinam a vivência nos espaços (públicos)? E, o que as mulheres, graffiteiras, pensam obre tudo isso e como agem? Esse é um encontro afirmativo, onde estas e outras questões que surgirem serão discutidas pelas participantes através da palavra, da imagem e da ação. Esse também será um encontro articulador e preparatório para o Encontro Nacional de Graffiteiras, a ser realizado em julho deste ano em Salvador, na Bahia.

Contatos:

trincheiratinta@hotmail.com

elaine_bomfim@hotmail.com 81 8669 8670 (Elaine)

soulreggae6@hotmail.com 81 8747 5681 (Gabriela)

tacy.tacinha@hotmail.com 81 8886 5406 (Taciana)

Cartaz- ENCONTRO TRINCHEIRA TINTA

I Encontro Livre – disseminando cultura e conhecimento

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arte : Felipe Caroé

É com grande satisfação que anunciamos a chamada para trabalhos do I Encontro Livre – disseminando cultura e conhecimento, que será realizado na Livraria Cultura, em Recife, durante os dias 06, 07 e 08 de Julho de 2009, entre as 17h e as 21h. O evento tem o intuito de divulgar o uso, o desenvolvimento e os benefícios do Software Livre para os diversos segmentos da sociedade.

Este encontro contará com diversas atividades voltadas para os diferentes níveis de envolvimento com o GNU/Linux e será destinado a pessoas interessadas em conhecer ou consolidar conhecimentos, estudantes, acadêmicos e profissionais da área de Tecnologia da Informação.

Cada dia será dedicado à uma temática específica:

06.07.09: exibição do filme Antitrust (Peter Howitt, 2001) e discussão sobre pirataria;

07.07.09: apresentação de palestras filosóficas (Comunidades, Filosofia, Cultura Livre, Legislação, Educação e Inclusão Digital);

08.07.09: apresentação de palestras técnicas (Desenvolvimento, Administração de sistema, Gerenciamento de dados, Hardware, Segurança, Jogos e Multimídia).

As propostas poderão ser enviadas até o dia 25.05.09 para o endereço contato@encontrolivre.org contendo um minicurrículo do proponente, um resumo do tema da palestra e o microtema ao qual pertence.

Divulgue e participe! :)

Para maiores informações, visite a página do I Encontro Livre.

curso Comunicação, Gênero e Rádio – Centro das Mulheres do Cabo

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o Centro das Mulheres do Cabo, em ação consorciada com a Casa da Mulher do Nordeste e o Movimento da Mulher Trabalhadora Rural do Nordeste, realizou no SINDSEP-PE, o curso Comunicação, Gênero e Rádio, entre os dias 01 e 03 de maio. cerca de 30 mulheres que atuam como comunicadoras populares em Pontos de Cultura, rádios comunitárias e/ou comerciais discutiram gênero & comunicação e tiveram noções de técnicas de edição, produção e locução para rádio.

1º dia, 01.05.09

Ana Veloso, jornalista, mestra em comunicação pela UFPE , professora da UNICAP e integrante do Centro das Mulheres do Cabo, estimulou uma reflexão sobre o contexto da comunicação no Brasil e sobre a relação mulheres, mídia e feminismo. no primeiro momento houve a apreciação de um áudio produzido em uma rádio comercial da Paraíba, que faz uso de palavras de baixo calão para desmoralizar e demonizar as mulheres. a veiculação dessas idéias (mulher como fruto do pecado, sedutora,  e responsável pelo assédio sexual devido às roupas) foi tema de debate e resultou em uma grande inquietação nas participantes: por que existe espaço para esse tipo de declaração mas não um local próprio para que as mulheres desconstruam essa fala machista? será que a liberdade de expressão pode ferir os Direitos Humanos?

e por falar em Direitos Humanos…

muita gente por aí ouve falar mas não sabe exatamente do que se trata.  de forma simples e direta, Direitos Humanos são os direitos e liberdades básicas de todos os seres, como liberdade de pensamento, de expressão, igualdade perante a lei, etc. o surgimento da idéia atual sobre esses direitos deu-se graças aos impactos causados pela Segunda Guerra Mundial. após o término do conflito, a criação da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1945, resultou na produção da Declaração Universal dos Direitos do Homem, documento precursor na defesa dos direitos sociais (educação, saúde, moradia, trabalho, lazer, segurança, entre outros). o texto apresenta em seu 19º artigo o que ficou conhecido como a expressão do direito à informação: “Todo homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios, independentemente de fronteiras”. este é um direito-suporte para a existência de uma sociedade verdadeiramente democrática e para o livre exercício da cidadania.

a mídia no Brasil

porém, não é exatamente isso o que acontece no Brasil; pelo contrário, a mídia é tratada como mercadoria, e por isso não corresponde aos anseios da sociedade. as concessões públicas estão nas mãos de difusores (na maioria das vezes políticos, religiosos e empresários) que estimulam necessidades dispensáveis, criminalizam os movimentos sociais, deturpam notícias, quando, na verdade deveriam prestar serviços com fins educativos. além da presença de grupos familiares (seis, atualmente: Civita, Marinho, Frias, Saad, Abravanel e Sirotsky) e o vínculo com as elites políticas regionais, a comunicação é objeto de oligopólio, situação em que um número pequeno de empresas dominam o mercado.

na teoria, as concessões de rádio duram 10 anos e as de televisão, 15. na prática, elas são renovadas automaticamente sem uma discussão profunda acerca do papel dos meios de comunicação, suas responsabilidades e seu controle, feito pela própria sociedade.  vale ressaltar que esse controle não é uma censura, visto que o material produzido não seria analisado previamente, só seria vetado se ferisse os Direitos Humanos.

mulher, feminismo & comunicação

historicamente, a mulher foi destinada a se relacionar no mundo privado (casa, silêncio), enquanto o homem  pode se dedicar ao universo público (trabalho, fala). essa condição começou a mudar a partir do século XIX, época em que a mulher passou a ser vista como sujeito social devido à sua participação política e ao acesso à instrução.

as relações de gênero, relações de poder construídas socialmente, são questionadas pelo feminismo. este movimento sócio-político que luta pela igualdade das mulheres em relação aos homens defende a conquista da fala pública e repudia a representação da mulher como modelo, motivo de chacota ou objeto. nós, mulheres e sujeitas políticas,  precisamos contar nossas histórias, nos apropriar do espaço público e colocar reinvidicações.

“Liberdade é pouco. o que eu quero ainda não tem nome.”

Clarice Lispector


no período da tarde, Fábia Lopes, radialista e jornalista pela UFPE, especialista em Direitos Humanos pela UNICAP e coordenadora de Projeto Sociais do Centro das Mulheres do Cabo, apresentou os elementos do rádio (produção, locução e edição).

2º dia, 02.05.09

no início da manhã, Fábia Lopes subdividiu o grupo para que cada um trabalhasse em cima de uma temática: vinhetas, spots, rádionovela, entrevista, rádiorevista, enquete, música. a  educadora e membro do Centro das Mulheres do Cabo, Manina Aguiar, trabalhou algumas técnicas de locução. em seguida cada um dos grupos colocou os novos conhecimentos em prática.

3º dia, 03.05.09

no último dia, tivemos noções de edição de áudio com os softwares audacity, vegas e soundforge além da finalização do programa Retrato de Mulher e da avaliação do encontro.

o curso foi uma experiência e tanto para todas nós: novos conhecimentos, sorrisos, olho-no-olho, confidências, amizades, contatos, futuras parcerias, espaço seguro, imersão feminina, colaboração, crescimento. só tenho a agradecer a leve con_vivência durante esses três dias!

ouçaqui o programa Retrato de Mulher em formato .ogg e em .mp3.

assistaqui o vídeo feito por Amanda Barral e leiaqui o relato de Jonara Medeiros, da Ascom MinC/RRNE

turma-toda

Pernambuco (UFPE), professora do curso de Jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) e
coordenadora da Política de Comunicação da ONG Feminista Centro das Mulheres do Cabo