28 de setembro: Lançamento da Frente pelo Fim da Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto – PE

Nesta segunda-feira, 28 de setembro, movimentos feministas e sociais de todo o país realizam atos para marcar o Dia de Luta pela Legalização do Aborto na América Latina e Caribe. A data foi estabelecida durante o V Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe, realizado na Argentina, em 1990, e desde então integra o calendário do movimento feminista.

Para combater a atual situação criminalizadora das mulheres que recorreram ao aborto como último recurso para evitar uma gravidez indesejada, pluralizar os argumentos em favor da autonomia reprodutiva das mulheres, do direito ao aborto legal e seguro no país e ampliar o debate sobre a questão, foi lançada em setembro do ano passado, em São Paulo, a Frente Nacional pelo Fim da Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto. Neste ano serão realizados atos simultâneos em sete estados, incluindo Pernambuco.

Em Recife, as ações começam às 9 da manhã, na Rua Sete de Setembro – Boa Vista, com apresentação do Grupo de Teatro Feminista Loucas de Pedra Lilás. Às 11h, no mesmo local, ocorre um ato público de adesão à Frente com a presença de parlamentares, artistas e convidados/as. Ao longo do dia sucedem-se outros atos de adesão: 15h em Camaragibe, às 16h na CUT-PE.

Mais informações: Fórum de Mulheres de Pernambuco/AMB – Rejane (81) 88674780, Sula (81) 91163028, Joana (81) 92422919.

Números – Dados do Dossiê sobre a Realidade do Aborto Inseguro em Pernambuco: O Impacto da Ilegalidade do Abortamento na Saúde das Mulheres e nos Serviços de Saúde do Recife e Petrolina, realizado em 2008, pelo Grupo Curumim (PE), o CFEMEA (DF) e IPAS (RJ), revelam que 250 mil internações de mulheres por complicações de abortos ilegais são registradas a cada ano no Brasil. Estima-se que em nosso país são realizadas cerca de 1.054.243 interrupções de uma gestação não planejada e não desejada ao ano.

Aborto – A Organização Mundial de Saúde considera aborto o produto da interrupção de uma gravidez quando ocorre até a 22 (vigésima segunda) semana completa de gestação, 154 dias, e com produto da concepção pesando até 500gr. Depois deste período, é considerado parto prematuro. No Brasil, e em outras partes, ainda é freqüente que as mulheres considerem aborto a interrupção da gravidez que ocorre a partir do momento que a barriga aparece. Enquanto a barriga não aparece e a menstruação está atrasada, inúmeras mulheres usam diversos métodos para fazer descer a menstruação. Muitas vezes há uma gravidez em curso, ainda muito inicial, mas se a barriga não aparece, não consideram que seja um aborto.

No Brasil, a maioria das mulheres que recorre a um aborto é de mulheres jovens, entre 20 e 29 anos de idade, que já têm um ou dois filhos, que estão usando método para evitar filhos e estão vivendo com um companheiro fixo, e que, muitas vezes, decidiram em comum acordo com este companheiro pela interrupção daquela gravidez. (Pesquisa da Universidade de Brasília. 2008).

A proposta – A Frente defende a proposta de projeto de lei que legaliza o aborto no Brasil nas seguintes condições:

  • realizado até a 12ª semana de gestação;
  • realizado até a 20ª semana de gravidez quando a gravidez decorre de violência sexual;
  • realizado a qualquer momento, em casos de grave risco para a vida da mulher gestante.

Este projeto de lei é resultado do trabalho da Comissão Tripartite, elaborado em 2005, sob coordenação da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SPM). Esta Comissão foi instalada pelo Governo Federal para responder à deliberação da I Conferência Nacional de Políticas para Mulheres (CNPM).

Leituras: Frente_pelo_direito_ao_aborto e Panfleto sobre aborto.

Anúncios

Seminário contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto

terça-feira, dia 30.06.09, às 18h, haverá o Seminário contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto no SINTEPE, localizado na Rua General José Semeão, 39 – Santo Amaro, Recife.

organização: Fórum de Mulheres de Pernambuco e Articulação de Mulheres Brasileiras.

seminario_fmpeclique na imagem para ampliar.

download da norma técnica “atenção humanizada ao abortamento”

a norma técnica Atenção Humanizada ao Abortamento, produzida pelo Ministério da Saúde, em 2005, é um guia para apoiar gestores/profissionais de saúde e introduzir novas abordagens no acolhimento e na atenção para com as mulheres em processo de abortamento (espontâneo ou induzido), buscando, assim, assegurar a saúde e a vida.

este material é um instrumento de ação para produzir resultados práticos que reflitam respeito à cidadania feminina e expressem os cumprimentos das Resoluções da Cúpula do Milênio das Nações Unidas (Nova Iorque, 2000), que definiu como uma de suas metas a redução dos níveis de mortalidade materna em 75%, até o ano 2015, em relação aos índices da década de 1990.

para baixar o arquivo, clicaqui.

o que você pensa sobre o rapelay?

de um tempo para cá a procura sobre o rapelay, aquele game erótico da Illusion, aumentou significativamente aqui no pinguinha: foram mais de 200 acessos nos últimos 4 dias. o que tem me preocupado são algumas palavras relacionadas às pesquisas como “instalando rapelay”, “jogos eróticos on line” e “download rapelay”.

por isso montei uma enquete para saber o que vocês pensam sobre o jogo. a votação está aberta a todos!

rapelay: estupro e aborto

rapelay1

em Yokohama, Japão, uma empresa chamada Illusion desenvolve games eróticos, os chamados eroges. um deles, o “Rapelay“, tem gerado muita polêmica porque simula uma situação de estupro seguido de aborto. a mãe e suas duas filhas virgens – uma de 10 e outra de 16 anos – são molestadas e abusadas sexualmente dentro de um metrô. depois do ataque, o jogador/estuprador deve fazer com que suas vítimas abortem, caso contrário, será arremessado do vagão. quando jogado em rede, permite que vários gamers violentem a mesma personagem fazendo uma apologia à violência e coisificação das mulheres em vários níveis e reforçando a idéia de submissão por meio de representações humilhantes.

o que você pensa sobre o jogo rapelay?