LIBRES – evento multimídia – Recife/PE

cartaz_LIBRES

O LIBRES é um evento multimídia de arte e tecnologia que pretende desmitificar o conhecimento na área de arte e tecnologia, disseminar este saber, estimular sua apropriação e pesquisa, bem como divulgar seus frutos. Para isso, pretendemos intercambiar e divulgar os trabalhos e possibilidades artísticas e técnicas de multimídia interativa criadas com ferramentas baseadas em uma cultura livre para apropriações, recriações, mixagens e incrementações. A proposta abrange a troca de conhecimentos entre pesquisadores, desenvolvedores, artistas e público em geral, no intuito de estimular o uso destas plataformas no exercício de suas criatividades; assim como fomentar o aprendizado de processos tecnológicos através da interação entre obra tecnológica e público.

Para a realização do evento, a ideia é transformar o espaço em um museu sensorial e interativo, onde a maioria das obras apenas existem enquanto arte a partir da participação do público. O caráter do evento escapa à definição de simples mostra, já que, além da exibição dos trabalhos selecionados e produtos audiovisuais das oficinas realizadas no Nordeste pelo Centro de Desenvolvimento de Tecnologias Livres, com os Pontos de Cultura, outras obras serão acrescentadas ao espaço ao longo dos dias, posto que os criadores multimídia, desenvolvedores e artistas se apropriarão do espaço da mostra parra produzir arte ao vivo.

O encontro será realizado na Torre Malakoff, ponto turístico e central da cidade de Recife, lá, será montado ambiente para troca de experiências com artistas multimídia nacionais e internacionais. Participarão desenvolvedores da Itália, Espanha, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Bahia, Natal.

Serão montados 3 laboratórios onde artistas, desenvolvedores, entusiastas de tecnologias livres se encontrarão para desenvolvederem juntos novas obras para o espaço com o objetivo de apresentar as metodologias de desenvolvimento multimídia com software livre. Esses laboratórios serão base para a  junção de pessoas ligadas a  ativistmo cultural, arte e tecnologia para imergirem em novas formas de desenvolvimento multimidia.

Também acontecerão debates e palestras dentro do tema, onde estas irão interagir na formulação teórica das obras a serem produzidas, expostas e vivenciadas por todos.

Confira a programação aqui.

Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração de Crianças e Adolescentes

Ontem, dia 18 de maio, foi o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração de Crianças e Adolescentes. Este dia foi instituído por lei federal em 2000 mas virou um marco há mais de 30 anos, em homenagem ao célebre caso de Araceli Crespo. A menina, na época com 9 anos de idade, foi espancada, estuprada e morta por um grupo de rapazes, no ano de 1973, no Espírito Santo. Até hoje ninguém foi preso pelo crime.

Coletar dados a respeito do abuso e da exploração sexual infantil não é tarefa fácil. Poucas denúncias são feitas, e as famílias ainda acreditam que é melhor esconder o abuso das autoridades. O Disque-denúncia de violência, abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes da Secretaria Especial dos Direitos Humanos recebeu, de maio de 2003 a abril deste ano, cerca de 10 mil denúncias. Dessas, 3 mil e 200 eram de abuso sexual, e mil e 700 de exploração sexual.  (fonte do site da Rádio Câmara).

A campanha deste ano focou os abusos praticados contra menores nas rodovias brasileiras e teve Recife a cidade escolhida para abrir a campanha nacional cuja meta é reforçar o Disque 100, número que deve ser usado pela população para denunciar casos de violência sexual contra crianças e adolescentes.

A atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sancionada durante o III Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, no Rio de Janeiro, em 2008, prevê a criminalização da aquisição e o armazenamento de pornografia infantil além de reclusão para quem facilitar ou induzir o acesso de crianças a material pornográfico ou as levarem a se exibir de forma sexualmente explícita. Outras práticas a serem punidas  são: 1. produção, reprodução, direção, fotografia, filmagem e registro de cena de sexo explícito; 2. agenciamento, facilitação, recrutamento ou coação para que crianças e adolescentes passem por esta situação.

O Centro das Mulheres do Cabo fez um spot sobre o assunto. Confiram!

Aqui você pode baixar um guia escolar que ajuda a identificar os sinais de abuso e exploração e aqui, ler oEstatuto da Criança e do Adolescente (ECA) na íntegra.

Visitem:

Brasil Contra a Pedofilia

Diga não à erotização infantil

Como proteger as crianças da pedofilia

curso Comunicação, Gênero e Rádio – Centro das Mulheres do Cabo

cmc

o Centro das Mulheres do Cabo, em ação consorciada com a Casa da Mulher do Nordeste e o Movimento da Mulher Trabalhadora Rural do Nordeste, realizou no SINDSEP-PE, o curso Comunicação, Gênero e Rádio, entre os dias 01 e 03 de maio. cerca de 30 mulheres que atuam como comunicadoras populares em Pontos de Cultura, rádios comunitárias e/ou comerciais discutiram gênero & comunicação e tiveram noções de técnicas de edição, produção e locução para rádio.

1º dia, 01.05.09

Ana Veloso, jornalista, mestra em comunicação pela UFPE , professora da UNICAP e integrante do Centro das Mulheres do Cabo, estimulou uma reflexão sobre o contexto da comunicação no Brasil e sobre a relação mulheres, mídia e feminismo. no primeiro momento houve a apreciação de um áudio produzido em uma rádio comercial da Paraíba, que faz uso de palavras de baixo calão para desmoralizar e demonizar as mulheres. a veiculação dessas idéias (mulher como fruto do pecado, sedutora,  e responsável pelo assédio sexual devido às roupas) foi tema de debate e resultou em uma grande inquietação nas participantes: por que existe espaço para esse tipo de declaração mas não um local próprio para que as mulheres desconstruam essa fala machista? será que a liberdade de expressão pode ferir os Direitos Humanos?

e por falar em Direitos Humanos…

muita gente por aí ouve falar mas não sabe exatamente do que se trata.  de forma simples e direta, Direitos Humanos são os direitos e liberdades básicas de todos os seres, como liberdade de pensamento, de expressão, igualdade perante a lei, etc. o surgimento da idéia atual sobre esses direitos deu-se graças aos impactos causados pela Segunda Guerra Mundial. após o término do conflito, a criação da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1945, resultou na produção da Declaração Universal dos Direitos do Homem, documento precursor na defesa dos direitos sociais (educação, saúde, moradia, trabalho, lazer, segurança, entre outros). o texto apresenta em seu 19º artigo o que ficou conhecido como a expressão do direito à informação: “Todo homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios, independentemente de fronteiras”. este é um direito-suporte para a existência de uma sociedade verdadeiramente democrática e para o livre exercício da cidadania.

a mídia no Brasil

porém, não é exatamente isso o que acontece no Brasil; pelo contrário, a mídia é tratada como mercadoria, e por isso não corresponde aos anseios da sociedade. as concessões públicas estão nas mãos de difusores (na maioria das vezes políticos, religiosos e empresários) que estimulam necessidades dispensáveis, criminalizam os movimentos sociais, deturpam notícias, quando, na verdade deveriam prestar serviços com fins educativos. além da presença de grupos familiares (seis, atualmente: Civita, Marinho, Frias, Saad, Abravanel e Sirotsky) e o vínculo com as elites políticas regionais, a comunicação é objeto de oligopólio, situação em que um número pequeno de empresas dominam o mercado.

na teoria, as concessões de rádio duram 10 anos e as de televisão, 15. na prática, elas são renovadas automaticamente sem uma discussão profunda acerca do papel dos meios de comunicação, suas responsabilidades e seu controle, feito pela própria sociedade.  vale ressaltar que esse controle não é uma censura, visto que o material produzido não seria analisado previamente, só seria vetado se ferisse os Direitos Humanos.

mulher, feminismo & comunicação

historicamente, a mulher foi destinada a se relacionar no mundo privado (casa, silêncio), enquanto o homem  pode se dedicar ao universo público (trabalho, fala). essa condição começou a mudar a partir do século XIX, época em que a mulher passou a ser vista como sujeito social devido à sua participação política e ao acesso à instrução.

as relações de gênero, relações de poder construídas socialmente, são questionadas pelo feminismo. este movimento sócio-político que luta pela igualdade das mulheres em relação aos homens defende a conquista da fala pública e repudia a representação da mulher como modelo, motivo de chacota ou objeto. nós, mulheres e sujeitas políticas,  precisamos contar nossas histórias, nos apropriar do espaço público e colocar reinvidicações.

“Liberdade é pouco. o que eu quero ainda não tem nome.”

Clarice Lispector


no período da tarde, Fábia Lopes, radialista e jornalista pela UFPE, especialista em Direitos Humanos pela UNICAP e coordenadora de Projeto Sociais do Centro das Mulheres do Cabo, apresentou os elementos do rádio (produção, locução e edição).

2º dia, 02.05.09

no início da manhã, Fábia Lopes subdividiu o grupo para que cada um trabalhasse em cima de uma temática: vinhetas, spots, rádionovela, entrevista, rádiorevista, enquete, música. a  educadora e membro do Centro das Mulheres do Cabo, Manina Aguiar, trabalhou algumas técnicas de locução. em seguida cada um dos grupos colocou os novos conhecimentos em prática.

3º dia, 03.05.09

no último dia, tivemos noções de edição de áudio com os softwares audacity, vegas e soundforge além da finalização do programa Retrato de Mulher e da avaliação do encontro.

o curso foi uma experiência e tanto para todas nós: novos conhecimentos, sorrisos, olho-no-olho, confidências, amizades, contatos, futuras parcerias, espaço seguro, imersão feminina, colaboração, crescimento. só tenho a agradecer a leve con_vivência durante esses três dias!

ouçaqui o programa Retrato de Mulher em formato .ogg e em .mp3.

assistaqui o vídeo feito por Amanda Barral e leiaqui o relato de Jonara Medeiros, da Ascom MinC/RRNE

turma-toda

Pernambuco (UFPE), professora do curso de Jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) e
coordenadora da Política de Comunicação da ONG Feminista Centro das Mulheres do Cabo

instalando o ardour no slackware 12.2

(a saga do último áudio ou a lei do eterno retorno)

cês já sabem que gisa gravou um áudio e que precisei instalar o vlc. agora vou editá-lo no ardour para depois disponibilizar na rede. já que de uns dias para cá quase não tenho logado no ubuntu resolvi instalar no slackware 12.2.

vamos ao passo-a-passo:

  1. ir ao Slackbuilds para procurar as seguintes dependências do ardour: liblo, raptor, liblrdf, ladspa_sdk, boost, scons, fftw, libsamplerate, jack-audio-connection-kit, libgnomecanvas, gail, libsndfile e, finalmente, aubio;
  2. baixar o source e o slackbuild de cada linque acima;
  3. descompactar o arquivo do slackbuild usando tar: $ tar xvf  arquivo_slackbuild.tar.gz (aqui vai ser criada uma pasta com o mesmo nome do arquivo);
  4. mover o pacote source para dentro da pasta criada: $ mv pacote_fonte.tar.bz2 pasta_arquivo_slackbuild;
  5. executar o SlackBuild: # ./nome-do-pacote.SlackBuild (esse comando vai compilar os fontes e gerar um instalador .tgz disponível em /tmp);
  6. instalar com o installpkg: # installpkg pacote.tgz;
  7. baixar slackbuild e o source do ardour e repetir os passos mais uma vez.

update: quem não quiser fazer esse passo-a-passo enorme, pode pegar os .tgz’s aqui: liblo, raptor, liblrdf, ladspa_sdk, boost, scons, fftw, libsamplerate, jack-audio-connection-kit, libgnomecanvas, gail, libsndfile, aubio e ardour.

instalando o vlc no slackware 12.1

para ouvir o áudio que gisa gravou, instalei o vlc no slackware. através do wget baixei o pacote do programa e um plugin pro mozilla firefox:

root@computador:~# wget http://slackware.org.uk/3rd-party/alien/restricted_slackbuilds/vlc/pkg/12.1/vlc-0.9.8a-i486-1alien.tgz

root@computador:~# wget http://slackware.org.uk/3rd-party/alien/restricted_slackbuilds/vlc/pkg/12.1/vlc-mozplugin-0.9.8a-i486-1alien.tgz

e, finalmente, para instalar o vlc:

root@computador:~# installpkg vlc