re:começos

Mais um ciclo está começando: pés descalços firmes no solo, olhos e coração nos céus.

Em busca de uma nova frequência!

comecofoto por Bet0: http://www.flickr.com/photos/betodg/322701002/

ps. quem tiver de bobeira pelo antigo, passa no Novo Pina mais tarde pra tomar uma gelada comigo. :)

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curso Comunicação, Gênero e Rádio – Centro das Mulheres do Cabo

cmc

o Centro das Mulheres do Cabo, em ação consorciada com a Casa da Mulher do Nordeste e o Movimento da Mulher Trabalhadora Rural do Nordeste, realizou no SINDSEP-PE, o curso Comunicação, Gênero e Rádio, entre os dias 01 e 03 de maio. cerca de 30 mulheres que atuam como comunicadoras populares em Pontos de Cultura, rádios comunitárias e/ou comerciais discutiram gênero & comunicação e tiveram noções de técnicas de edição, produção e locução para rádio.

1º dia, 01.05.09

Ana Veloso, jornalista, mestra em comunicação pela UFPE , professora da UNICAP e integrante do Centro das Mulheres do Cabo, estimulou uma reflexão sobre o contexto da comunicação no Brasil e sobre a relação mulheres, mídia e feminismo. no primeiro momento houve a apreciação de um áudio produzido em uma rádio comercial da Paraíba, que faz uso de palavras de baixo calão para desmoralizar e demonizar as mulheres. a veiculação dessas idéias (mulher como fruto do pecado, sedutora,  e responsável pelo assédio sexual devido às roupas) foi tema de debate e resultou em uma grande inquietação nas participantes: por que existe espaço para esse tipo de declaração mas não um local próprio para que as mulheres desconstruam essa fala machista? será que a liberdade de expressão pode ferir os Direitos Humanos?

e por falar em Direitos Humanos…

muita gente por aí ouve falar mas não sabe exatamente do que se trata.  de forma simples e direta, Direitos Humanos são os direitos e liberdades básicas de todos os seres, como liberdade de pensamento, de expressão, igualdade perante a lei, etc. o surgimento da idéia atual sobre esses direitos deu-se graças aos impactos causados pela Segunda Guerra Mundial. após o término do conflito, a criação da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1945, resultou na produção da Declaração Universal dos Direitos do Homem, documento precursor na defesa dos direitos sociais (educação, saúde, moradia, trabalho, lazer, segurança, entre outros). o texto apresenta em seu 19º artigo o que ficou conhecido como a expressão do direito à informação: “Todo homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios, independentemente de fronteiras”. este é um direito-suporte para a existência de uma sociedade verdadeiramente democrática e para o livre exercício da cidadania.

a mídia no Brasil

porém, não é exatamente isso o que acontece no Brasil; pelo contrário, a mídia é tratada como mercadoria, e por isso não corresponde aos anseios da sociedade. as concessões públicas estão nas mãos de difusores (na maioria das vezes políticos, religiosos e empresários) que estimulam necessidades dispensáveis, criminalizam os movimentos sociais, deturpam notícias, quando, na verdade deveriam prestar serviços com fins educativos. além da presença de grupos familiares (seis, atualmente: Civita, Marinho, Frias, Saad, Abravanel e Sirotsky) e o vínculo com as elites políticas regionais, a comunicação é objeto de oligopólio, situação em que um número pequeno de empresas dominam o mercado.

na teoria, as concessões de rádio duram 10 anos e as de televisão, 15. na prática, elas são renovadas automaticamente sem uma discussão profunda acerca do papel dos meios de comunicação, suas responsabilidades e seu controle, feito pela própria sociedade.  vale ressaltar que esse controle não é uma censura, visto que o material produzido não seria analisado previamente, só seria vetado se ferisse os Direitos Humanos.

mulher, feminismo & comunicação

historicamente, a mulher foi destinada a se relacionar no mundo privado (casa, silêncio), enquanto o homem  pode se dedicar ao universo público (trabalho, fala). essa condição começou a mudar a partir do século XIX, época em que a mulher passou a ser vista como sujeito social devido à sua participação política e ao acesso à instrução.

as relações de gênero, relações de poder construídas socialmente, são questionadas pelo feminismo. este movimento sócio-político que luta pela igualdade das mulheres em relação aos homens defende a conquista da fala pública e repudia a representação da mulher como modelo, motivo de chacota ou objeto. nós, mulheres e sujeitas políticas,  precisamos contar nossas histórias, nos apropriar do espaço público e colocar reinvidicações.

“Liberdade é pouco. o que eu quero ainda não tem nome.”

Clarice Lispector


no período da tarde, Fábia Lopes, radialista e jornalista pela UFPE, especialista em Direitos Humanos pela UNICAP e coordenadora de Projeto Sociais do Centro das Mulheres do Cabo, apresentou os elementos do rádio (produção, locução e edição).

2º dia, 02.05.09

no início da manhã, Fábia Lopes subdividiu o grupo para que cada um trabalhasse em cima de uma temática: vinhetas, spots, rádionovela, entrevista, rádiorevista, enquete, música. a  educadora e membro do Centro das Mulheres do Cabo, Manina Aguiar, trabalhou algumas técnicas de locução. em seguida cada um dos grupos colocou os novos conhecimentos em prática.

3º dia, 03.05.09

no último dia, tivemos noções de edição de áudio com os softwares audacity, vegas e soundforge além da finalização do programa Retrato de Mulher e da avaliação do encontro.

o curso foi uma experiência e tanto para todas nós: novos conhecimentos, sorrisos, olho-no-olho, confidências, amizades, contatos, futuras parcerias, espaço seguro, imersão feminina, colaboração, crescimento. só tenho a agradecer a leve con_vivência durante esses três dias!

ouçaqui o programa Retrato de Mulher em formato .ogg e em .mp3.

assistaqui o vídeo feito por Amanda Barral e leiaqui o relato de Jonara Medeiros, da Ascom MinC/RRNE

turma-toda

Pernambuco (UFPE), professora do curso de Jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) e
coordenadora da Política de Comunicação da ONG Feminista Centro das Mulheres do Cabo

só entra quem é alma!

ontem, 12 de março, foi aniversário de recife e olinda. a comemoração não podia ser diferente: pessoas circulando por todas as partes, blocos na rua, brilho e alegria em todo lugar.
apesar do clima de festa, alguns não perderam a oportunidade de criticar a posição de dom josé cardoso sobrinho, arcebispo de recife e olinda, que excomungou a família e os médicos interessados em salvar a vida da menina de 9 anos, vítima do estupro do padrasto. o “bloco das almas sebosas” fez uma homenagem ao arcebispo.

seguem as imagens:

domjosealmasebosa

domjosealmasebosa1

update: vou tentar fazer uma clipagem com alguns artigos que tenho recebido por email. quem tiver linques interessantes, manda ver!

dia 14.03:

dia 13.03:

dia 12.03:

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I Encontro de Conhecimentos Livres – 2009

cdtl

O Centro de Desenvolvimento em Tecnologias Livres (CDTL), Pontão de Cultura Digital de Pernambuco, começa pelo Recife, cidade onde está sediado, a primeira atividade de formação do projeto, dentre as nove programadas para acontecer até maio deste ano no Nordeste. De 12 a 18 de janeiro acontece na Casa da Cultura o Encontro de Conhecimentos Livres (ECL), evento que combina oficinas voltadas para a produção multimídia com softwares e hardwares de código-aberto com mostra de cultura livre e digital.
Ao longo da semana serão ministrados seis minicursos: Áudio, Vídeo, Metareciclagem, Introdução à Programação com Python, Artesanato Digital e Fotonovela. Essas oficinas, cujo público-alvo são os Pontos de Cultura, buscam unir conceitos libertários de aprendizado, à criação artística e padrões tecnológicos, visando a formação de multiplicadores.
Em Pernambuco, as oficinas de Áudio e Vídeo serão realizadas em parceria com a TV Brasil, visando criação de conteúdo para o programa Ponto Brasil (www.pontobrasil. org.br). Para conduzir os trabalhos audiovisuais de seis temáticas, que serão transformadas em programates de até cinco minutos, foram convidados os Pontos de Cultura Coco de Umbigada, Cinema de Animação, Ação Cultural e Negras Raízes, que começaram a se reunir em dezembro de 2008.
De segunda (12) a sexta-feira (16), das 9h às 12h e das 13h às 17h, a oficina de Metareciclagem acontece na Casa da Cultura. Aqueles que se integrarem no tema aprenderão mais sobre reapropriação de tecnologia com foco na transformação social. Ministradas pelo oficineiro do CDTL, Fábio Moura, as aulas passarão pelo reconhecimento dos componentes de um computador, reaproveitamento de equipamentos descartados e instalação de software livre. Além da formatação de novas máquinas, a oficina ainda propõe o uso das peças de maquinário como matéria-prima para criação de esculturas, bijouterias, moda, objetos de decoração, entre outros.
Ainda na Casa da Cultura, também de 12 a 16 de janeiro, das 9h às 12h e das 13h às 17h, a oficina de Fotonovela, será conduzida pelas integrantes do coletivo recifense Mané a Troá, Adrianna Figueiredo, Maria Simonetti e Ioanna Papou, misturando crítica social, humor e ficção. Além de aprender sobre esta linguagem, os participantes também ficarão sabendo sobre funcionalidades dos softwares livres para diagramação gráfica Inkscape e GIMP. Os lambe-lambes, resultado das aulas, serão colados no dia 17 e ficarão em exibição na Torre Malakoff.
A oficina de Introdução à Programação com Python será realizada no Ponto de Cultura De Antena Ligada (CAIS do Parto), em Olinda, entre 12 e 16 de janeiro, das 9h às 12h e das 13h às 16h. Propondo um desafio para a área cultural, o conteúdo envolve desde conceitos básicos de algoritmos e estruturas de dados (listas, pilas, filas bem como árvores de busca binária), até noções da linguagem de programação Python (tipos de dados, estruturas condicionais, classes, métodos e exceções). De acordo com o programador e oficineiro Thiago Moreira, o principal objetivo destas oficinas é “oferecer possibilidades para que o usuário possa tirar o máximo proveito dos recursos midiáticos e equipamentos, usando programação de uma maneira simples e direta”.
Integra ainda a programação do Encontro de Conhecimentos Livres de Pernambuco a oficina de Artensanato Digital, que será apresentada no dia 17 de janeiro, das 14h às 17h, na Casa da Cultura, por Ricardo Brazileiro, militante e estudioso da área de Educação e Tecnologia com ênfase em Tecnologias Livres e Metodologias de Aprendizagens Colaborativas. A idéia é utilizar as plataformas Processing (http://processing. org), Pure Data (http://puredata. info), GIMP (http://gimp. org), Inkscape (http://inkscape. org) e Arduino (http://arduino. cc) para prototipar soluções de arte interativa e computação gráfica, criando samples de som e imagens, animações, performances, jogos, ambientes interativos, instalações, enquanto se aprofundam nos fundamentos da programação.
Além da parte de formação, também haverá o momento voltado para a sustentabilidade dos grupos culturais, foco da diretriz de Geração de Renda do CDTL. Na segunda-feira (12), das 15h às 18h, na quarta-feira (14), das  9h às 12h, e na quinta-feira (15), das 15h às 18h, na Casa da Cultura, serão mapeados os produtos e serviços oferecidos pelos coletivos, instituições ou indivíduos participantes do ECL. Segundo Pedro Jatobá, coordenador de Geração de Renda do Pontão de Cultura Digital de Pernambuco, a idéia é “mapear o que os pontos produzem, quais conhecimentos e equipamentos podem oferecer”, com o objetivo de criar uma rede de divulgação e consumo daquilo que é produzido na área cultural.
O encerramento do Encontro de Conhecimentos Livres será realizado na Torre Malakoff, no domingo 18 de janeiro, das 15h às 20h, com a mostra L.I.BR.E.S., onde serão exibidos os produtos de cada oficina, bem como outros produtos audiovisuais, metareciclados e criados em, com ou a partir de tecnologias livres.
As inscrições para as oficinas, que têm 10 vagas cada, podem ser feitas clicando aqui, acessando http://www.tecnologiaslivr es.org ou solicitando a ficha de inscrição pelo e-mail contato@tecnologias livres.org. Lembrando que 5 vagas são reservadas para os Pontos de Cultura. As oficinas são gratuitas. Dúvidas e outras informações: (81) 3423-4580.
O Encontro de Conhecimentos Livres de Pernambuco é uma realização do Centro de Desenvolvimento em Tecnologias Livres, através de parceria com o Ministério da Cultura, Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), TV Brasil, Casa Brasil, Estúdio Livre, Recife Plaza Hotel e Coletivo Mané a Troá.

relato da vigília do Fórum de Mulheres de Pernambuco – 25 de novembro

No último dia 25, terça-feira, o Fórum de Mulheres de Pernambuco (FMPE) realizou uma série de atividades para marcar o Dia Internacional de Combate à Violência Contra as Mulheres no centro do Recife. A Praça da Independência, também conhecida como Pracinha do Diário, foi palco de uma audiência pública, da famosa vigília contra a violência e de uma exposição de artigos artesanais.

Por volta das 15:30h, as entidades que compõem o Fórum de Mulheres discursaram sobre o tema e conduziram uma audiência na qual apenas a representante da Coordenadoria da Mulher da Prefeitura do Recife, Juliana Cesar, compareceu. As outras entidades convocadas – o Ministério Público de Pernambuco, a Ordem dos Advogados do Brasil, a Secretaria Estadual da Mulher, a Coordenadoria da Mulher de Olinda e a Delegacia da Mulher – foram substituídas por integrantes do grupo teatral Loucas de Pedra Lilás que seguravam interrogações em sinal de protesto. Sempre que uma pergunta era direcionada a alguma entidade faltosa, a resposta era a mesma: “não veio”.

Após o fim da audiência, o varal de pipas carregado com os nomes das 268 mulheres assassinadas seguiu em caminhada até o Palácio do Governo. Como a equipe de segurança tentou barrar a passagem, os manifestantes não se deixaram calar. Ao som de frases como “por mim, por nós e pelas outras”, a multidão abriu caminho e partiu para a próxima parada: o Tribunal de Justiça. Em frente ao prédio, foram lidos os nomes – um por um, seguidos de pedidos de justiça -, reivindicadas as melhorias e depositadas as pipas para que o poder público lembre-se de trazer as políticas públicas para a vida das mulheres.

seguem algumas fotos:

aborto

taciana

blusa-vigilia4

horizonte

homens-pelo-fim-da-violencia

nem-com-flor

interrogacao

audiencia-publica2

pipas

justica

pipascaminhada

pipas-portao

reciclar ou não reciclar, eis a questão.

“Consumidores dos EUA ainda hesitam em reciclar eletrônicos

Verde talvez seja o novo preto, mas muitos consumidores dos Estados Unidos não estão reciclando seus velhos aparelhos eletrônicos, apesar das promessas de várias organizações quanto a maneiras simples de eliminar resíduos eletrônicos.

Colocar computadores, televisores e celulares no lixo é prática cada vez mais reprovada, e Estados como Massachusetts proíbem que aparelhos eletrônicos sejam jogados no lixo.

Como resultado, as autoridades locais nesses Estados organizam eventos nos quais aparelhos velhos podem ser entregues para reciclagem gratuita, e empresas e organizações de caridade de todo o país oferecem serviços de coleta e reciclagem de eletrônicos velhos.

Mas embora a maioria dos consumidores norte-americanos pareçam aprovar a reciclagem, muitos deles não a praticam. Stephen Baker, do grupo de pesquisa de mercado NPD, faz idéia do motivo.

“As pessoas não o fazem porque são preguiçosas. Quando chega a hora de agir, não há incentivo. A maioria das vezes, se livrar dos aparelhos custa dinheiro, e mesmo que não custe o consumidor teria de tomar uma atitude”, disse Baker.

Os consumidores dos EUA gastarão 171 bilhões de dólares em 500 milhões de aparelhos eletrônicos, em 2008, elevando ainda mais a pilha de 2,9 trilhões de dólares em itens como televisores, computadores e celulares que estão em operação, de acordo com a Consumer Electronics Association.

Muitos desses aparelhos serão adquiridos para substituir modelos existentes. Muita gente diz que vai manter os modelos substituídos para repassá-los a parentes. Os consumidores mais empreendedores e mais informados sobre a Internet muitas vezes os colocam à venda em sites como o eBay.com e o craigslist.org.

Mas embora a porcentagem de produtos eletrônicos velhos jogados no lixo possa ter caído a 19 por cento em 2007, ante 21 por cento em 2005, de acordo com a associação, consumidores dos EUA ainda jogam fora milhões de aparelhos como televisores e computadores, em companhia de suas embalagens de café e de doces.”

fonte: lista da metareciclagem.

ainda sobre os States: vale dar uma conferida no trabalho de chris jordan, um fotógrafo que faz montagens relacionadas ao fenômeno do consumismo americano.

update: enquanto isso, no terceiro mundo… a sucata tecnológica vira jóia nas mãos de artista brasileira.

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